A LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados (lei 13.709/18), foi sancionada em agosto deste ano pelo atual Presidente da República, Michel Temer. A lei estabelece a proteção sobre a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de informações pessoais e entrará em vigor em fevereiro de 2020, prazo definido para que haja tempo suficiente para as empresas se prepararem para este novo acordo.

Entenda o que é!

A LGPD cria uma regulamentação para o uso, proteção e transferência de dados pessoais no Brasil, nos âmbitos privado e público, e estabelece de modo claro quem são as figuras envolvidas e quais são suas atribuições, responsabilidades e penalidades no âmbito civil – que podem ocasionar em multas nos valores de 50 milhões de reais por incidentes.

A lei entende como dado pessoal qualquer informação que identifique diretamente ou torne identificável uma pessoa.

Motivo – Os recentes escândalos de vazamento de dados da rede social Facebook – o mais famoso com o fornecimento de informações de milhares de usuários para a empresa britânica de big data e marketing político Cambridge Analytica – levaram diversos países a apressarem leis de proteção de informações pessoais.

No Brasil, o assunto estava sendo debatido desde 2010, porém, somente depois de a União Europeia publicar, em maio deste ano o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR), o Senado Federal brasileiro rapidamente aprovou, no dia 10 de julho de 2018, o PLC 53/18 consolidando-se assim como a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira (LGPD).

O que muda nas empresas e no marketing?

As empresas que trabalham diretamente com análise, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados já devem começar a se preparar para estabelecerem métodos de receber apenas as informações consentidas pelos cidadãos. Ou seja, terão que estabelecer uma maneira para adquirir informações limpas e às claras, sem recebê-los de terceiros.

Desta maneira, esqueça de uma vez as já ultrapassadas listas de e-mails frias e compradas, além de não funcionar só poderá prejudicar mais ainda a sua empresa, ok?

Para o Marketing Digital o que muda é o fato de trabalhar assiduamente o marketing de atração, ou seja, fazer o cliente ou seu lead procurar mais e mais por você e, deste modo, fornecer de maneira consentida os seus dados pessoais, para assim, você poder entrar em contato com ele de maneira limpa e estratégica. Portanto, o ideal é utilizar de maneira eficiente o Inbound Marketing, criando estratégias para o seu público ir atrás da sua empresa e/ou produto.

Através da publicação de conteúdo original e relevante, as marcas podem construir um relacionamento mais natural e ativo com os seus potenciais clientes. Ou seja, a aplicação da metodologia de Inbound Marketing, se feita corretamente e em atenção às regras de transparência da LGPD, a minimização do uso de dados e o consentimento explícito, permitirá a coleta de informações do consumidor e da empresa de forma legal e efetiva. Nessa linha, a ideia de fornecer experiências valiosas baseadas em conteúdo, em que os dados são dados de maneira voluntária, confiante e ativa, é um dos caminhos para não apenas cumprir, mas também prosperar nesta nova dinâmica de negócios, criando vínculos com o seu cliente.

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